
. Existe algum lugar, em todos nós, em que sentimos uma dor profunda, seja lá qual for a intensidade do golpe, que na verdade pode ser apenas um toque. É difícil explicar, mas em nossa armadura cotidiana existe um furo invisível aos nossos olhos e percepção. Escondido, essa pequena abertura fica oculta em nosso corpo, e se torna tangível quando somos de alguma forma “atacados”.
. Dói. Dói demais. Às vezes vem em sonhos. Outras vezes em meras recordações. Ou naqueles arquivos guardados num computador velho. Aquela carta debaixo de papéis sem sentido no fundo da gaveta. Não sei explicar, novamente. Mas dói. Dói de uma forma que nossa respiração fica mais forte e inexplicavelmente mais lenta, e como se cada movimento feito, o viver se tornasse uma oscilação em um pêndulo de gravidade pesada coberto por agulhas indestrutíveis que nos tocam no bailar aprazível de nosso ser. O ambiente fica aflito e a atmosfera que vivemos é composta de atormentações e desgosto.
. Pode ser rápido... bater e ir embora. Como pode ser visita incomoda. Chega e vai ficando. Piorando a cada dia. Se tornando de casa. Se alimentando de sua alma. E você não sabe como mandá-la embora. Ê angustia.
É. A vida tem dessas coisas. Sabe-se lá por qual razão. Eu só sei que dói. Dói demais. Quando alguém descobrir o remédio, só me avisar, estou precisando. Obrigado.
Música da Semana - "Bad Company" (Bad Company)
Filme da Semana - "Homem de Ferro" (Ação)
Frase da Semana - "Força e Honra" (Marcelo Dourado)
Imagem - A Caveira (Paul Cèzanne)
