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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Individualismo







O que faz o ser, enquanto pensante, ser individualista? É errado pensar em si próprio antes de cogitar refletir sobre o coletivo? E incidir sobre o coletivo? A resposta não poderia ser outra, não. É instintivo de todos os animais a sobrevivência, não podendo ser diferente com o homem, temos o instinto de sobreviver, o individualismo no caráter mais puro da palavra.


É fato que egoísmo e individualismo em sua unidade primária de sentido são diferenciadas facilmente. Podemos dizer até que o pensar individual antes do social move o mundo; de que forma? Consideremos a sociedade apenas com seu bloco econômico maior, o Capitalismo. Eu, assalariado de baixa posição hierárquica na minha fictícia empresa, trabalho pensando unicamente em meu bem-estar, no máximo o da minha família básica. Não me importando para o futuro do meu chefe. Pois bem, assim como “eu”, existem milhares de pessoas fazendo o mesmo, os quais, felizes ou não geram o sustento de seus chefes, movem o mercado financeiro e produzem bens e serviços para o mercado direto; tudo por que pensam apenas em si.


O ser humano, enquanto inserido em sociedade, abre mão de certa parte de seu individualismo, até por que necessita do coletivismo do outro e, também, de resquícios do que podemos de chamar “individualismo coletivo”; para assim ter os meios de se aproximar do viver e se afastar do sobreviver. Penso eu, então, que o social e o coletivo, nada mais são do que uma complexa ramificação do individualismo, ou mais precisamente uma ramificação de diversos individualismos; entrelaçados numa cadeia quase irracional, tão irracional que chega até fazer sentido.


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Desculpem minha ausência ontem, porém o apagão me impediu de escrever. Ainda acho que Mãe Dináh acerta mais do que as previsões dadas pelo Ministro de Minas e Energia e o Diretor da ONS


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Música da Semana – In The Shadows (The Rasmus)
Filme da Semana – “Uma Mente Brilhante” (Gênero: Drama biográfico)
Frase da Semana – “Quanto aos homens, não é o que eles são que me interessa, mas o que eles podem se tornar.” (Jean-Paul Sartre)
Imagem – O Homem Vitruviano (Leonardo Da Vinci)


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Autorretrato




. Por dias pensei o que escrever. Também, com um texto tão intimidador em seu tamanho como o anterior... Por que será que ligamos tanto para a opinião alheia? Ligamos se estamos acima do peso, ligamos se estamos abaixo dele. Se temos uma mania, se não temos uma mania – que ser é esse que não tem? Viram? – então, além de dissertar sobre tal, me prenderei à proposta inicial do blog; retratar o cotidiano vivido.


. O homem é um ser social, logo, daqueles atrelados à imagem que fazem dele, um exemplo contemporâneo: quem evita tossir em meios comuns para não ser espancado com olhares maldosos? Eu evito, paranóia maior seria julgar alguém de tal forma...Deus eu sou alérgico!


. O homem enquanto inserido em sociedade, preza em sua maioria pelo material, onde o ter é mais importante do que o ser; afinal para que ter boa índole se eu não ando de Mercedes? E dizer isso, para mim, é uma hipocrisia ímpar, afinal sou um ser social e material, se não o fosse, talvez jamais leriam esse amontoado de ideias sobrepostas.


. A preocupação humana com a imagem remete à invenção da moral. Não se encaixar nas regras básicas que regem a sociedade é não ser aceito como comum, e bom, ser segregado e excluído do meio; não agrada. Com isso tem-se a procura incessante pela aceitabilidade de todos, que nada mais são do que iguais a você, em tese.


. O mais intrigante é que ser igual não basta, o homem, ser em constante evolução, procura ser maior...Superior. Essa hierarquia social existente, dividida por cientistas sociais em vários fragmentos, na realidade só obedece a dois grupos que a compõe; os notórios e os indigentes. Queremos estar entre os notórios, sempre! Para tal, preciso daquele cabelo, que me fará perder horas do dia no salão; preciso daquele tênis, que eu, mero mortal, pagarei em doze prestações; preciso daquele óculos de sol, mesmo estando no inverno; e preciso daquela roupa, aquela mesmo que paga um dólar a hora para as crianças mexicanas.


. Um fato é, a imagem é mutável, construímos quem somos e quem vamos ser. A mente é facilmente manipulada para qualquer direção. A construção tanto quanto a desconstrução da pessoa, é de uma simplicidade incomensurável; basta querer. Outro fato, a adaptabilidade humana é incrível, temos a exímia capacidade de nos adaptarmos ao meio em que nos encontramos mergulhados. E com isso, podemos dizer que somos continuamente influenciados por ele, sendo assim, mudamos constantemente de acordo com a velocidade que os outros, que nos cercam, mudam. A questão é, você quer mudar o outro, ou sempre seguí-lo?


. Meus agradecimentos a minha grande amiga Clau.


Música da Semana Wish You Were Here (Pink Floyd)

Filme da Semana – Os Intocáveis (Gênero: Policial)

Frase da Semana – “Até agora os filósofos se preocuparam em interpretar o mundo de várias formas. O que importa é transformá-lo”. (Karl Marx)

Imagem da Semana Prise de la Bastille / Jean-Pierre